Do âmbito pessoal
Há quem diga que sou muito severa nas minhas escolhas. Há quem diga que sou muito brava, muito vingativa e muito rancorosa. Sou tudo isso, é verdade. Eu demoro bastante pra tomar decisões, pois pondero tudo antes de bater o martelo e isso certamente não fica evidente pra todos. Sou espontânea, mas não impulsiva. Sendo assim, não mais me condenem por fazer limpezas nas minhas redes sociais e na minha vida. Quem saiu dela tem um bom motivo pra não estar mais ali e provavelmente não voltará mais. Tem gente que não faz o mínimo esforço pra participar da minha vida, então porque raios eu faria algum esforço para tentar agregá-los à minha convivência? Eu não vejo o mais pífio motivo para isso. Até mesmo networking tem limite.
Uma vez uma amiga desabafou “Só me procuram quando precisam”. Fato, é quase impossível manter contato com muita gente num nível íntimo. Eu mesma tenho pouca gente que faço questão de manter um contato próximo, afinal, isso não é o meu forte. O problema nem é me procurarem só quando o PC pifa, quando não conseguem baixar aquele programa ou quando não sabem mexer no celular (porquê compram, então? A empresa agora vende sem manual?) O problema é nem dizerem um “bom dia” ou “como vai?” (com um interesse pelo menos não tão superficial) ou “poxa, quanto tempo!”. Sabe? Eu não exijo uma intimidade falsa, eu só acho elegante que você, antes de pedir um favor, pelo menos seja cordial. Do contrário, isso abre espaço para que eu tenha o mesmo nível de cordialidade em resposta:
Não, infelizmente tenho agenda lotada até 21/12/2012. Volte na próxima encarnação, ok? Talvez exista algum espaço entre meus compromissos se você estiver disposto a pagar o quanto eu cobro por hora pra te ensinar a ser menos jumento, porque de graça já configura trabalho insalubre para mim e risco de morte para você.

Do âmbito musical
Baixei bastante coisa em termos musicais ultimamente. E conforme a gente envelhece, a gente acaba mudando um pouco os gostos referente ao que se quer ouvir diariamente. Uma vez eu ouvia Nightwish, Stratovarius e Iron Maiden on a daily basis. Hoje, naturalmente, tenho preferência por um rock mais tranquilo, algo que vá mais de encontro ao blues e ao southern rock e até mesmo country. Mas não aquela baboseira que a Shania Twain achava que fazia direito, estou falando de coisas do calibre de Johnny Cash (que recomendo fortemente). Também recomendo uma banda nova que conheci através de um amigo recém feito do Cometa Diário, que se chama The Sheepdogs. O único álbum que encontrei (Learn & Burn) é excelente.
Pra quem falou de Janis Joplin e Jimmy Hendrix como um abobado quando a Amy Winehouse morreu (por conta da regra dos 27), recomendo baixar as músicas desses artistas e ouvir com bastante calma e atenção. Falar deles sem nunca ter ouvido uma música sequer é como chupar bala com a embalagem e dizer que tem gosto.

Recomendo baixar também Ronnie James Dio, pois além de ser música de altíssima qualidade, ainda atua como excelente antidepressivo. Esse cara sabia lidar com as adversidades que a vida proporciona de cabeça erguida e tirando ótimas lições de tudo.
Do âmbito literário
Resolvi despir-me de preconceitos e possíveis restrições e decidi ler Harry Potter. Comecei do começo, obviamente, e digo que o livrinho é realmente bom. É uma literatura infantil, porém o livro é bem escrito e te prende. E confesso que estou ansiosa pra ler o segundo, pois a história e relaxante e ao mesmo tempo bem intrigante. O foda de ler um título tão popular são os spoilers. Se eu fosse ler autores menos conhecidos, como Dostoiévski ou Neil Gaiman, certamente haveria poucas pessoas para me contar acidentalmente como o livro termina e como se seguem os outros. Mas tudo bem, eu utilizo um truque que um saudoso professor de matemática do ensino médio me ensinou, que é a regra do “tubo de duplo reverso”. Ou seja, tudo que entrar por qualquer um dos ouvidos, sairá automaticamente pelo outro.
E por falar em Neil Gaiman, acabei me viciando nesse cara. Tudo começou há muito tempo atrás, na casa do Sr. Vanemaster, onde ele me emprestou um quadrinho chamado Neverwhere. Eu li aquilo e fiquei muito interessada, mas não tinha mais nada disponível dele, no momento, para eu ler. Aí comprei um livro dele chamado Anansi Boys (em inglês mesmo, pois pra conhecer eu achei que um pocket book estava de bom tamanho) e gostei demais! A história é bem fumada, por assim dizer, mas não deixa de ser envolvente e aconchegante. Recomendo!
E comecei a ler “Uma breve história do mundo” de H. G. Wells. Pelo que li até o momento, eu me sinto numa grande aula de biologia e história, mas de uma forma bem mais interessante. O livro começa desde o surgimento do planeta e vai falando do surgimento e evolução da vida. Na parte que estou, ele se deteve agora nas civilizações e nas suas contribuições históricas. É claro que, até o momento, ele está nas populações européias, asiáticas e africanas, sem dar importância para os povos que vieram para a América Latina. Entretanto ainda não cheguei nem na metade do livro, mas acredito que posso recomendá-lo e muito. Esse autor me chamou atenção quando ele foi citado em um dos episódios de The Big Bang Theory onde eles compram uma réplica da máquina do tempo usada no filme que foi adaptado da obra. E também, como estou lendo A Coisa, de Stephen King, e o maldito não pára de citar os morlocks, eu acabei ficando muito interessada. Como não encontrei A Máquina do Tempo dele pra ler, comecei com este supracitado.

Oh no! Morlocks! LEONAAAARD!
Acho que está bom assim.

Até mais!
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